(cartas desenhadas à mão por Lis Bella Soares e digitalmente transcriadas + leitura/audiodescrição das mesmas feita por Lis Bella Soares)

pai e filha. em isolamento. roncó. pandemia. ele, aprendendo a perceber-se no mundo em meio ao processo de iniciação no candomblé. ela, aprendendo a expressar sua percepção de mundo em meio ao processo de alfabetização. cartas os aproximam como faróis para um amanhã alimentados de asè e amor.

em meio à pandemia do coronavírus, me recolhi para o abraço ancestral. foram quase dois meses de mergulho no Ilê Asè Oyá L'adê Inan. durante esse período, poucas vezes pude ver minha filha, à época com 03 anos. saudade era o colo que nos acolhia. no rastro de minha presença a orbitar sua memória, ela preparava cartas-desenhos às quais só tive acesso ao retornar para casa. nosso ritual estava feito. a cada mês, eu descobria um amanhã a partir da leitura de uma das cartas que ela mesma fazia questão de fazer.

(clique e ouça a leitura/áudiodescrição das cartas para o amanhã)

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