(vídeodança criado em meio a primeira fase da pandemia do coronavírus)

tudo passeia em meu juízo como num teatrofilme inventado pra sobreexisitir na concha que me isola

 

um corpo que não dá conta de abrigar tudo que lhe é estampado em poros, pêlos, olho e boca

 

tudo acontece como um plasma dançado sob o efeito de um beck que encoraja a espelhar a realeza que risca e arrisca

 

eu só quero dançar o baile dos menores atos que rodopiam entre a invisibilidade a passos de autoproteção e a afirmação de narrativas que granjeteiam a norma em dissidência

piração frente ao dia em que Cazuza estampou a capa da Veja (26/04/1989) e ao dia internacional da dança (29/04). datas: quem lembra delas e o que elas significam no processo de construção de imaginários? capas: como elas são capazes de traduzir posicionamentos e criar estigmas? danças: como seu corpo estampa as urgências que lhe movem na afirmação de si?

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